Pedro Abad diz que Flu não compactua com revenda de ingressos

Confira abaixo, na íntegra, texto e vídeo, com a posição oficial do presidente Pedro Abad sobre a operação Limpidus, da Polícia Civil do Rio.

Torcedor tricolor, venho aqui neste vídeo explicar todos os fatos ocorridos hoje, sexta-feira, 1º de dezembro, e os porquês de terem acontecido. Hoje, pela manhã, dois funcionários nossos foram convocados a depor pela Polícia Civil, acerca de possível revenda de ingressos de torcidas organizadas do Fluminense a outros torcedores. Quando eles chegaram lá me informaram que eu também seria chamado a depor e, imediatamente, me dirigi à delegacia.

A investigação se referia à violência nos estádios entre membros de torcidas organizadas e, incidentalmente, chegou também a investigação acerca de revenda por parte de líderes de torcidas organizadas de ingressos cedidos pelos clubes de futebol. O que de fato ocorreu é que, logo após o jogo contra o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro, nós estávamos em situação bastante complicada no campeonato, e eu fiz uma reunião com os líderes da torcidas organizadas e movimentos populares visando uma união de todos na arquibancada, de ter uma bateria unificada, de uma presença no mesmo lugar dentro do estádio de todos, para que o apoio fosse maior.

Posteriormente, num outro momento, os líderes das torcidas organizadas me informaram que estava difícil levar os membros para o estádio por causa da sequencia de jogos e do preço dos ingressos. E solicitaram uma carga pequena de ingressos para que seus membros pudessem entrar e fazer efetivamente a festa da torcida. A partir dessa solicitação, em setembro de 2017, nós cedemos 200 ingressos para serem divididos por todas as torcidas organizadas e para uso exclusivo de seus membros. Esse acordo perduraria até o fim do Campeonato Brasileiro, quando nos retornaríamos à nossa política de não ceder qualquer tipo de ingresso e de ajuda aos torcedores de torcidas organizadas. Porque nossos torcedores são iguais, e não tem porque ajudar a um e não ajudar a outro.

Mas, naquele momento, apesar de a gente estar num momento de mudança de gestão, procurando implementar um profissionalismo cada vez maior, o Fluminense não é uma empresa: ele é um clube que envolve paixão. E, naquele momento, a decisão foi baseada também em outros critérios. Eu tomei a decisão de, efetivamente, dar essa ajuda em prol de um bem maior que era fazer o Fluminense sair daquela situação.

Quero deixar muito claro aqui, também, que o “Sobranada” e a “Bravo”, que são movimentos populares, não são torcidas organizadas, nunca pediram absolutamente nada e nem sabiam de nada acerca dessa ajuda. É importante deixar claro isso, porque a gente está sabendo que os líderes estão sendo questionados e eles não têm absolutamente nada a ver com isso.

Então, torcedores, os fatos são esses. Nós somos transparentes. Dissemos os mesmos fatos no nosso depoimento, e a gente não compactua com qualquer tipo de crime contra a ordem econômica, como é a revenda de ingressos recebidos gratuitamente. E o Fluminense está totalmente à disposição das autoridades para colaborar com o que quer que seja. Um abraço a todos e saudações tricolores”.

Texto: Comunicação FFC

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